ADVERTÊNCIA

Este Blog contém algumas de minhas ideias, crenças e valores. Por não ter o objetivo de ser referência, não deve ser acolhido como "argumento de autoridade" e, muito menos, como verdade demonstrativa, cartesiana.

Aqui o leitor encontrará apenas reflexões e posições pessoais que poderão ser peneiradas e, por isso mesmo, rejeitadas ou aceitas, odiadas ou amadas. Assim, não espere encontrar fidelidade a alguma linha de pensamento ou a uma ideologia em particular. Permito-me a contradição, a incerteza, a hesitação, a descrença, a ironia; permito-me pensar.

Após as leituras, sei que uns concordarão, outros não, e haverá também os que encerrarão a visita levando uma pulga atrás da orelha. Não me importo. Se causar alguma reação, mesmo o desassossego, considero que atingi o meio. O fim fica por sua conta.

Abraços a todos e boa leitura.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

DEFESA DE TESE

Os que puderem confirmar a sua presença, peço que escrevam para o meu email: moisesolim@bol.com.br

A intenção desse pedido não é outra, senão a de bem organizar o evento e torná-lo agradável a todos. Obrigado. Todos os meus leitores são benvindos! Entrada livre.


A ARTE RETÓRICA NOS DISCURSOS DO APÓSTOLO PAULO. AS ESTRATÉGIAS DE CONVENCIMENTO E PERSUASÃO FRENTE À DIVERSIDADE DE AUDITÓRIOS

Candidato:
Moisés Olímpio Ferreira

Nível:
Doutorado

Orientadores:
Profa. Dra. Lineide do Lago Salvador Mosca
Prof. Dr. Henrique Graciano Murachco (coorientador)

Banca:
Profs. Drs. José Rodrigues Seabra Filho (FFLCH), Leonildo Silveira Campos (UMESP), Jacyntho José Lins Brandão (UFMG), Ivã Carlos Lopes (FFLCH).

Data:
23/02/2012 - (5a. feira) 14:00 - 18h00 

Local:
Rua do Lago, 717, sala 118 CEP: 05508-080 - Cidade Universitária -
Prédio da Administração.

Sala:
Salão Nobre. Capacidade: 100 pessoas

URL de origem: http://pos.fflch.usp.br/node/779

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

De que serve estar na luz, quando não se tem olhos? Sempre me ofereciam luz, mas nunca me deram olhos. Hoje, que os desenvolvi, vejo que eles não os têm.

domingo, 15 de janeiro de 2012

II Congresso Internacional de Linguística Histórica

Área: Análise do Discurso


Sessão de comunicação individual 15 –

Universidade São Paulo - Prédio POLI ELÉTRICA - Sala: B2-12

08.02.2012 – horário: 14h - 15h30



Participante:

Moisés Olímpio Ferreira

A argumentação do apóstolo Paulo em discurso dirigido a judeus de Jerusalém

sábado, 14 de janeiro de 2012

CASA GRANDE E SENZALA

Tudo parecia, finalmente, estar em ordem, pelo menos enquanto a luz estivesse acesa; apagasse, mesmo por um instante, e a surpresa seria enorme ao reacender. Há boatos de que, numa certa ocasião, quando voltou a energia, homens machões foram vistos de meia-calça, e outros muitos virtuosos com maços de dinheiro na cueca ou dentro de livros sagrados. Não me lembro da explicação exata que deram, mas a história chegou desse jeito aos dias de hoje: tudo não passava de mentiras, de fuxicos, de coisa do capeta.


De qualquer forma, a evolução lhes havia ensinado uma certa organização interna: havia um líder, com assistente e com assistente do assistente, porque é preciso ter alguém para seguir; capangas, para manter a ordem e o progresso; religiosos, para alimentar a transcendência, pois afinal de contas nem só de mandâncias vivem os homens; pensadores, para que se pudesse pensar o que ninguém tinha tempo e direito... Os jovens eram ensinados a casar e a ter filhos. Ah, sim, isso sim. Ter filhos era essencial para manter a estrutura: haver pessoas para trabalhar e servir era essencial. As mulheres estavam sob controle total: deveriam estar submissas aos homens, gerar filhos, cuidar da vida delas, receber respostas apenas dos seus maridos (só eles estavam certos) e, sobretudo, ficar caladas (algo sobrou disso em alguns pobres antros modernos). Tudo estava “organizado”. De vez em quando, uma confusão aqui, outra ali, mas logo os jagunços entravam em ação e reenquadravam todo mundo nas normas. Nada que uns bons pontapés, gravatas, socos e, por que não, alguma vítima fatal exemplar não pudessem resolver rapidamente, restabelecendo a paz e a tranquilidade na casa dos homens.

Mas isso não durou para sempre. Um dia, o filho do patrão resolveu ir à Senzala. Poucos gostaram da ideia. Que será que esse cara veio fazer aqui? Certamente, vem nos estorvar. Só faltava essa, agora! No mínimo, não tem o que fazer e aí quer nos perturbar! Que coisa chata! A versão oficial que rolou e que chegou até mim diz que ele apareceu por lá para “pôr ordem na casa”, porque bastava apagar as luzes e a sacanagem rolava solta, mas as más línguas dizem que ele foi mandado “na marra” para ver como se vivia mal nessa pocilga (gigante, mas não menos pocilga), e então começar a dar valor ao que tinha lá na Casa Grande. Não sei. Versões são versões, e como a gente segue a que melhor nos parece, fique o leitor com a sua.

O fato é que ele foi até lá. Ficou tempo suficiente para ver, ouvir, sentir o que se vivia. Comeu, bebeu, dormiu... Trabalhou como uma mula para melhorar aquela joça. Chorou, riu, suou a camisa pacas. Batia bom papo com pinguços, drogados, putas, traficantes, ladrões, políticos, e outras gentes desse naipe; ajudava os doentes, os marginalizados, os miseráveis e fedidos, e todo o tipo de gente feia, como ele mesmo assumia ser. Era amigo de crianças, de velhinhas e de baixinhos. Poderíamos resumir sua estada na Senzala numa só palavra: experimentou. Cabra forte! Aguentou gente irritante, traiçoeira, linguaruda, ingrata (e os piores eram os religiosos, cruz credo!), levou boas pancadas publicamente. Troço feio e vergonhoso. Não era à toa que, de vez em sempre, ele procurava um lugarzinho solitário para anotar tudo o que faziam com ele. E olha que muita coisa acabou sendo deixada de lado, porque eram superadas por outras maiores. Ia contar tudo para seu pai! Não, não era só para isso, não. Tinha mesmo a intenção de deixar “por escrito” o tipo de gente que tinha lá, para quem estivesse interessado. As gerações seguintes deveriam saber porque acabariam sendo eliminados. Que inferno era aquilo!? E tão próximo da Casa Grande! Que horror!

Não demorou muito para se encher e começar a dedurar as fachadas e arrumar confusão feia. Nos intestinos delgado e grosso, uniram-se os religiosos e os políticos e, daí, como a gente bem sabe, só poderia dar merda. Agora que a “coisa” está organizada, chega o filhinho do dono e quer receber os louros? Aqui, não! Que volte para a Casa Grande e regale-se por lá. Não se importou, o seu negócio era outro. Botou lá dentro uma luz mais forte da que já existia, capaz de penetrar as pessoas, dessas que estripam a alma de qualquer caboclo. Que nojento! Era possível vê-las naquilo em que se transformavam quando o breu se esparramava: ninguém era mais de ninguém e tudo era de todos. Como ele não estava ali por conta própria, fazia o que queria e não demorou muito para mandar alguns calarem a boca. Não se sabe ao certo se chegou a meter a mão na cara de alguém (haja paciência), mas pelo que reza a história, ele desceu foi o cabo de vassoura na cabeça de alguns que estavam transformando a propriedade de seu pai naquela sem-vergonhice.

Não deu outra: mataram-no.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Epístola de Judas

1. Judas, escravo de Cristo Jesus, irmão de Tiago, aos que estão no estado de amados em Deus pai, e aos chamados, que estão no estado de guardados em Jesus Cristo;

2. misericórdia e paz e amor a vós possam ser multiplicados.

3. Amados, fazente todo cuidado {para} escrever-vos a respeito da nossa comum salvação, tive necessidade {de} escrever-vos, exortante, a estardes lutando pela fé, que foi concedida uma única vez aos santos,

4. pois, alguns homens enfiaram-se subrepticiamente, os que, outrora, de antemão, já estavam no estado de escritos para esse julgamento, sem reverência (ímpios), que transferem (transferentes) a graça de nosso Deus para insolência, e que negam (negantes) o único soberano e Senhor de nós Jesus Cristo.

5. Desejo lembrar-vos, [vós] que já estais no estado de saber todas as coisas, que [o] Senhor, tendo uma única vez salvado {um} povo a partir da terra do Egito, destruiu, em seguida, os que não creram,

6. e {os} anjos – os que não guardaram a origem de si mesmos, mas que abandonaram a própria habitação – para julgamento d{o} grande dia, em prisões eternas, sob escuridão, concluiu o ato de guardar;

7. como Sodoma e Gomorra e as cidades em torno delas, de modo semelhante a eles, tendo se prostituído e tendo ido atrás de carne diferente (outra), estão no estado de postas à frente {como} amostra, tendo suportado {a} justiça de fogo eterno.

8. De modo semelhante, não obstante, também esses (1), por um lado, sonhantes em relação à carne, estão profanando o senhorio e, por outro lado, estão invalidando as opiniões (crenças) e estão blasfemando.

9. Mas quando Miguel, o arcanjo, disputante com o diabo, discutia a respeito do corpo de Moisés, não ousou trazer julgamento de blasfêmia,, mas disse: - Que possa o Senhor censurar-te (condenar-te).

10. Mas esses, por um lado, estão blasfemando coisas quantas não conhecem (não concluíram o ato de saber); por outro lado, coisas quantas {são} de modo natural, como os animais irracionais, estão no ato de conhecer; nessas se corrompem.

11. Ai a eles, porque pelo caminho de Caim andaram, e pelo desvio do soldo de Balaão derramaram-se, e pela contestação de Coré destruíram-se.

12. Esses, os que sem temor (sem reverência) co-participam do banquete, são manchas nos "ágapes" (2) de vós; pastoreantes de si mesmos; nuvens sem água, que são levadas pelo vento; árvores do fim do outono, infrutíferas, que morreram duas vezes, que foram desarraigadas;

13. ondas selvagens de mar, que vão cobrindo de espuma as vergonhas de si mesmas; astros errantes aos quais está guardada (foi concluído o ato de ser guardada) a escuridão da treva para sempre.

14. Profetizou-lhes, também, o sétimo a partir de Adão, Enoque, dizente: Eis que (vê) o Senhor veio n{as} santas miríades dele,

15. {para} fazer julgamento contra todos, e censurar toda alma a respeito de todas as suas obras profanas que cometeram, e a respeito de todas as coisas duras (insensíveis) que pecadores profanos falaram contra Ele.

16. Esses são murmuradores, queixosos da porção {que lhes cabe}, andantes segundo os ardentes desejos de si mesmos; e a boca deles vai falando coisas além do volume (inchadas > arrogantes), admiradores de rostos graças à vantagem.

17. Vós, amados, lembrai-vos das palavras que foram previamente ditas pelos apóstolos do Senhor de nós Jesus Cristo,

18. porque a vós falavam [que] sobre o fim [do] tempo existirão zombadores segundo os ardentes desejos de si mesmos, andantes das impiedades.

19. Esses são os que causam separações, {são) sensoriais (que vivem segundo os sentidos), que não têm espírito,

20. mas vós, amados, edificantes de si mesmos, em fé santíssima de vós, em Espírito Santo orantes,

21. a si mesmos, em amor de Deus, guardai{-vos}, recebentes a piedade do Senhor de nós, Jesus Cristo, para vida eterna.

22. E entrai no ato de ter piedade, por um lado, dos que estão em decisão (em dúvida),

23. e, por outro lado, entrai, arrebatantes do fogo, no ato de salvá-los; em temor, entrai no ato de ter piedade deles, odiantes até a túnica, que está na condição de manchada, da carne.

24. Ao que está na condição de poder guardar-vos sem tombo, e de pôr{-vos} em pé, diante da glória dele, sem mancha, em excedida alegria,

25. ao único Deus, salvador de nós através de Jesus Cristo, o Senhor de nós, glória, grandeza, dominação e autoridade antes de todo o tempo, e agora, e para todos os tempos (para sempre), amém.


(1) O uso do pronomeesses  (v. 8, 10, 12, 16, 19) faz, no livro de Judas, referênciaalguns homens, do versículo 4.

(2) Conforme Liddel-Scott: avga,ph, h`, love: esp. brotherly love, charity; the love of God for man and of man for God, N.T. II. in pl. a love-feast, Ib. (Deriv. uncertain).

sábado, 10 de dezembro de 2011

Os grandes pilares da vida

A arte de ser cristão não pode ser encontrada nem praticada na extremidade da razão em suas manifestações empíricas, céticas ou irônicas, nem tampouco no abismo da emoção irracional ou no das forças pulsivas próprias da cegueira cognitiva em suas ocorrências fanáticas de devoção inquestionável, mas no cruzamento, no espaço tensivo formado pelo encontro dessas naturezas tão opostas e complementares. É no equilíbrio, portanto, tão difícil de aceitar, de encontrar e de manter - pois ora tendemos para um lado, ora para outro (e a história desumana nos dá testemunhos dessas polarizações) - que se encontram os três maiores pilares das existências humana e espiritual: a fé, a esperança e o amor. É na transposição desse ponto de difícil delimitação, é na fácil ultrapassagem desse núcleo instável, que se processam os mais diversificados níveis de distorção da vida cristã.

Muito pouco esforço de conciliação vale a pena ser empregado, enquanto ainda se estiver arrastado por um desses vieses inflexíveis, pois tanto o racionalismo quanto o fanatismo estão, paradoxalmente, de mãos dadas na obscuridade; ao mesmo tempo, tão distantes e tão próximos, cada um, a seu modo, está petrificado em seus próprios dogmas constituídos, seja pelo que se tem, provisoriamente, como fato, seja pelo que se constituiu, apenas por acordo, como verdade do grupo.

Crer (e fazer crer) na existência da constância imutável dos parâmetros factuais, acreditar que é possível viver no domínio do que é platônico e não apenas no domínio do que é possível ser da realidade, tomar como verdades absolutas os modelos construídos ao longo da história, negando-lhes, assim, arbitrariamente, as contingências e as opacidades das manifestações do conhecimento e da própria experiência a que foram submetidos e a que ainda serão, queiramos ou não, é, consciente ou inconscientemente, viver em paranóia científica e em esclerose passional.

De fato, os pilares de vida de que Paulo fala são, por um lado, frágeis e inconstantes por natureza (o núcleo de equilíbrio em que se encontram são de limites incertos e, portanto, de fácil transpassamento), mas, por outro lado, são essenciais e prementes para a sobrevivência do espírito, cristão ou não. Não é à toa, portanto, que estar em Cristo seja passar por ação e renovação diárias, por morte e ressurreição in continuum, por formações, deformações e transformações constantes, que são os movimentos do divino na alma humana, com o intuito de sua permanência nesse lugar  - sustentado pela fé, esperança e amor - onde Ele mesmo está.

domingo, 27 de novembro de 2011

Na tragédia, não na minha para não ser condenado por individualismo, pensei em pedir ajuda; mas com que base eu faria isso, se a quem eu me dirigiria era justamente aquele que poderia tê-la evitado e não o fez? Com que legitimidade aquele que pode evitar o mal do outro e não o faz pode consolar os que sofrem com a perda? Está aqui posta a questão. Reflitamos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Já que o cristianismo de Cristo (e não estou sendo redundante!) não foi (e não tem sido) bem representado ao longo de sua história, atribuindo-se-lhe mesmo até o que lhe era contrário, há centenas de outras manifestações religiosas que prometem soluções para as inquietações mais profundas do ser humano, algumas, dentre elas, misturadas com conceitos cristãos. Vejam os 6 vídeos do site abaixo:

http://www.band.com.br/aliga/conteudo.asp?id=100000470261


Geralmente, nós, cristãos, criticamos tudo isso com o ar de superioridade, como se tivéssemos a Verdade em nossas mãos, como se fosse possível estarmos revestidos da Certeza absoluta, o que somente é possível se fecharmos os olhos e os ouvidos a todas as evidências contrárias, e se não levarmos em conta que essa Verdade em que acreditamos também é, como elemento social, produto de transformações históricas, culturais, filosóficas, linguísticas etc. ao longo dos anos (milênios!), que fizeram-na perder a pureza teológica de que tanto falamos e arrogantemente lhe atribuímos.

Acredito que seguir a Cristo, hoje e sempre, é encontrar o fio condutor da verdade cristã, encontrar a essência, o espírito da Letra que perpassa e ultrapassa a própria Letra e que, portanto, não está visível nem à mente apressada nem tampouco à aguçada, e que está oculta ao dogmatismo que se contenta com a superficialidade exegética, geralmente, da afirmação da frase, do capítulo, do livro, do verbo, da vírgula. Sem ser irracional, mas sem estar presa à racionalidade, a fé autenticamente cristã é operação espiritual que não teme a falha e a contradição da Letra, porque sobrevive, em oxímoro, baseada nEla, onde Deus decidiu, soberanamente, também revelar escondidamente (um verdadeiro paradoxo) o seu caminho.

Nesse sentido, historica e contraditoriamente, os piores espíritos para entender a revelação de Deus têm sido os dos religiosos judeus e cristãos (digo isso com todas as aspas do mundo, porque há exceções), porque eles se fecharam (e, de fato, "foram fechados" pelas forças dogmáticas, pelas filosofias judaico-cristãs monistas), tornaram-se irrestritamente endurecidos, capazes de praticar os atos mais insensíveis em nome de seu "Deus", capazes de crucificar e recrucificar o Cristo, justificando-se na Letra, capazes de arrogar-se o absoluto (morrer e matar por ele) para esconder todas as suas contingências que, se admitidas, os deixariam sem chão.

Se o mundo encontrou outras soluções para responder às suas inquietações de alma, acaso não seria também porque a cidade sobre o monte, apesar de todos os holofotes superficiais que lhe têm sido dirigidos, tem emitido, estranhamente, uma luz que não lhe é autêntica?: "Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!" - Mateus 6.23.

Está aí algo a ser pensado!

domingo, 20 de novembro de 2011

Protestantismo e militarismo

Uma vergonha histórica!

http://www.istoe.com.br/reportagens/141566_OS+EVANGELICOS+E+A+DITADURA+MILITAR

sábado, 12 de novembro de 2011

Se me parece evidente, pelo estudo das técnicas que empreendi, que Paulo era dotado de conhecimento da arte retórica, o que lhe facilitava a construção discursiva de sua teologia, é-me nítido também que nada lhe tenha dado garantias de sucesso em seus objetivos.

A razão disso está no fato de que, por um lado, não é possível determinar de antemão quais estratégias argumentativas serão infalíveis e, por outro lado, os fundamentos das teses apresentadas ao assentimento não são absolutos e nem conclusivos, não pertencem à racionalidade de matriz lógico-matemática ou positiva, não são regidos pela validade formal, não são perfeitos e definitivos. Pelo contrário, são verdades relativas apenas plausíveis, situadas no tempo e no espaço, passíveis de transformações, sujeitas às conjunturas e instabilidades da interpretação, e das condições contextuais e históricas, tal como todo e qualquer outro discurso.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

sábado, 29 de outubro de 2011

IV SIL - SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LINGUÍSTICA

IV Seminário Internacional de Linguística da Cruzeiro do Sul
Discurso, Gênero e Memória

De 08 a 11 de novembro de 2011
Local : Universidade Cruzeiro do Sul - Campus Anália Franco
Rua : Av. Regente Feijó, 1295
http://200.136.79.4/sil/inscrição

Simpósio 12 - Argumentação e práticas sociais discursivas
Coordenação: Prof. Dra. Lineide do Lago Salvador Mosca – USP
DATA: 09.11.2011 (4a. feira)
HORÁRIO: 13h30 - 16h30

Temas tratados nesse simpósio:

A formação ethica do apóstolo Paulo frente ao auditório judeu: uma abordagem à luz da Nova Retórica
Moisés Olímpio Ferreira

Relações discursivas nas sátiras a religiosos, atribuídas a Gregório de Mattos Guerra (1633-1996): Figuras de escolha, presença e comunhão
Elizabete Enz Hubert

O discurso religioso neopentecostal: modelos, imagens, representações
Márcia Selivon

O poder da argumentação nos editoriais das revistas femininas: o apelo a valores e lugares
Márcia Ferreira Schlemper

terça-feira, 25 de outubro de 2011

"Como já disse de antemão e também agora de novo estou dizendo: se alguém vos está anunciando o bom-anúncio para o lado (anunciando fora) do que tomastes ao lado (do que recebestes), maldito seja" (Gálatas 1.9).

Duas importantes meditações devem ser feitas nesse texto.

A primeira é quanto à necessidade de manter o "que foi tomado ao lado", guardando-o, preservando-o, mantendo-o vivo.

E a segunda, mas não menos importante do que a primeira, é: apesar da identificação que todos possam sentir com essas recomendações paulinas (e, de fato, qualquer um, com as mais diferentes doutrinas "baseadas" na Bíblia, pode nelas se espelhar), devemos nos perguntar: o que recebemos (seja lá por meio de quem for) é o mesmo que Paulo entregou aos Gálatas? E, na impossibilidade de isso ser determinado com exatidão, o quanto estamos perto do que foi entregue? Talvez sejam essas as questões cruciais de todo o sistema religioso sob o rótulo de cristianismo.