É-me realmente constrangedor ter nascido em uma época de tanta evolução tecnológica e de tanto emburrecimento humano.
Sob a cortina de fumaça da evolução galopante do mundo tecnológico subjaz a involução gritante do material humano; sabe-se usar ferramentas das mais complexas e modernas e se é incapaz de fornecer um juízo inteligente a respeito de qualquer coisa ou tomar decisões das mais essenciais à vida.
Sob a informação globalizada, o que mais atinge as pessoas de forma avassaladora são as literaturas insignificantes, as músicas de péssimo gosto e os programas televisivos da mais baixa qualidade!
Sob o acesso aos milhares de estudos, ensaios, pesquisas, dados dos mais confiáveis no domínio da religião, ainda há submissão, em grande volume, a uma religiosidade da mais estúpida possível, seja pautada na cegueira medieval, no emocionalismo irracional, em fé insustentável, ou ainda na crença religiosa-capitalista.
ADVERTÊNCIA
Este Blog contém algumas de minhas ideias, crenças e valores. Por não ter o objetivo de ser referência, não deve ser acolhido como "argumento de autoridade" e, muito menos, como verdade demonstrativa, cartesiana.
Aqui o leitor encontrará apenas reflexões e posições pessoais que poderão ser peneiradas e, por isso mesmo, rejeitadas ou aceitas, odiadas ou amadas. Assim, não espere encontrar fidelidade a alguma linha de pensamento ou a uma ideologia em particular. Permito-me a contradição, a incerteza, a hesitação, a descrença, a ironia; permito-me pensar.
Após as leituras, sei que uns concordarão, outros não, e haverá também os que encerrarão a visita levando uma pulga atrás da orelha. Não me importo. Se causar alguma reação, mesmo o desassossego, considero que atingi o meio. O fim fica por sua conta.
Abraços a todos e boa leitura.
PS: Acesse também: http://moisesolim1.blogspot.com.br/
Aqui o leitor encontrará apenas reflexões e posições pessoais que poderão ser peneiradas e, por isso mesmo, rejeitadas ou aceitas, odiadas ou amadas. Assim, não espere encontrar fidelidade a alguma linha de pensamento ou a uma ideologia em particular. Permito-me a contradição, a incerteza, a hesitação, a descrença, a ironia; permito-me pensar.
Após as leituras, sei que uns concordarão, outros não, e haverá também os que encerrarão a visita levando uma pulga atrás da orelha. Não me importo. Se causar alguma reação, mesmo o desassossego, considero que atingi o meio. O fim fica por sua conta.
Abraços a todos e boa leitura.
PS: Acesse também: http://moisesolim1.blogspot.com.br/
domingo, 17 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
ENTRE OS EXTREMISMOS RELIGIOSO E GAY
A
opinião da jornalista é ótima... Ela emite um excelente ponto de vista: democrático, aberto à tolerância e
às ideias diferentes e contrárias. A argumentação está bem construída e clara.
Bem diferente da do extremista Malafaia e da dos intolerantes
gays.
Falando da minha tenda, esse tipo de gente
que o extremista malafaiano representa é um perigo para todo e qualquer diálogo,
chegando mesmo à violência para se impor, porque não tem ouvidos para ouvir, nem vontade
para aprender, e porque, creio eu, há algo oculto por detrás desse seu enorme
interesse pela temática. É esperar para ver...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
É possível delimitar o processo? O seu fim existe? Parece-me cada dia mais evidente que quanto mais alguém busca conhecer-se, mais sabe de si o que é transitório, sem saber, de fato, quem e o que é.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Sem tentar justificar a morte, sem dar-lhe uma
razão racional, passional ou espiritual (de que adiantaria isso naquele
momento?), Jesus, participante da dor profunda, da onipresente peste
que rói o coração humano e cuja dor desidrata a alma e o corpo, também
não aguentou e chorou, como choramos com os enlutados de Santa Maria.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Quando o homem descobriu o poder que a religião poderia lhe oferecer, escravizou-a como a galinha dos ovos de ouro.
http://br.financas.yahoo.com/fotos/forbes-lista-cinco-pastores-mais-ricos-do-brasil-slideshow/
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domingo, 2 de dezembro de 2012
A crença firmada sobre os efeitos da experiência de fé mediada é susceptível a abalos de todas as naturezas, pois já está fendida desde a fundação. Baseada, sem o exercício da razão, em dogmas estabelecidos por entidades cujos verdadeiros interesses são desconhecidos, ou assentada apenas na experiência relatada de outrem, ela flutua no universo religioso, em que até se pode negar o mítico, mas que não escapa de respirar o mágico.
MF
MF
sábado, 13 de outubro de 2012
Ser desiludido
Quanto mais insisto em ser, mais atento apenas ao quanto tenho.
MF
MF
domingo, 29 de julho de 2012
Os grandes pilares da vida
A arte de ser cristão não pode ser encontrada nem praticada na extremidade da razão em suas manifestações empíricas, céticas ou irônicas, nem tampouco no abismo da emoção irracional ou no das forças pulsivas próprias da cegueira cognitiva em suas ocorrências fanáticas de devoção inquestionável, mas no cruzamento, no espaço tensivo formado pelo encontro dessas naturezas tão opostas e complementares. É no equilíbrio, portanto, tão difícil de aceitar, de encontrar e de manter - pois ora tendemos para um lado, ora para outro (e a história desumana nos dá testemunhos dessas polarizações) - que se encontram os três maiores pilares das existências humana e espiritual: a fé, a esperança e o amor. É na transposição desse ponto de difícil delimitação, é na fácil ultrapassagem desse núcleo instável, que se processam os mais diversificados níveis de distorção da vida cristã.
Muito pouco esforço de conciliação vale a pena ser empregado, enquanto ainda se estiver arrastado por um desses vieses inflexíveis, pois tanto o racionalismo quanto o fanatismo estão, paradoxalmente, de mãos dadas na obscuridade; ao mesmo tempo, tão distantes e tão próximos, cada um, a seu modo, está petrificado em seus próprios dogmas constituídos, seja pelo que se tem, provisoriamente, como fato, seja pelo que se constituiu, apenas por acordo, como verdade do grupo.
Crer (e fazer crer) na existência da constância imutável dos parâmetros factuais, acreditar que é possível viver no domínio do que é platônico e não apenas no domínio do que é possível ser da realidade, tomar como verdades absolutas os modelos construídos ao longo da história, negando-lhes, assim, arbitrariamente, as contingências e as opacidades das manifestações do conhecimento e da própria experiência a que foram submetidos e a que ainda serão, queiramos ou não, é, consciente ou inconscientemente, viver em paranóia científica e em esclerose passional.
De fato, os pilares de vida de que Paulo fala são, por um lado, frágeis e inconstantes por natureza (o núcleo de equilíbrio em que se encontram são de limites incertos e, portanto, de fácil transpassamento), mas, por outro lado, são essenciais e prementes para a sobrevivência do espírito, cristão ou não. Não é à toa, portanto, que estar em Cristo seja passar por ação e renovação diárias, por morte e ressurreição in continuum, por formações, deformações e transformações constantes, que são os movimentos do divino na alma humana, com o intuito de sua permanência nesse lugar - sustentado pela fé, esperança e amor - onde Ele mesmo está.
MF
Muito pouco esforço de conciliação vale a pena ser empregado, enquanto ainda se estiver arrastado por um desses vieses inflexíveis, pois tanto o racionalismo quanto o fanatismo estão, paradoxalmente, de mãos dadas na obscuridade; ao mesmo tempo, tão distantes e tão próximos, cada um, a seu modo, está petrificado em seus próprios dogmas constituídos, seja pelo que se tem, provisoriamente, como fato, seja pelo que se constituiu, apenas por acordo, como verdade do grupo.
Crer (e fazer crer) na existência da constância imutável dos parâmetros factuais, acreditar que é possível viver no domínio do que é platônico e não apenas no domínio do que é possível ser da realidade, tomar como verdades absolutas os modelos construídos ao longo da história, negando-lhes, assim, arbitrariamente, as contingências e as opacidades das manifestações do conhecimento e da própria experiência a que foram submetidos e a que ainda serão, queiramos ou não, é, consciente ou inconscientemente, viver em paranóia científica e em esclerose passional.
De fato, os pilares de vida de que Paulo fala são, por um lado, frágeis e inconstantes por natureza (o núcleo de equilíbrio em que se encontram são de limites incertos e, portanto, de fácil transpassamento), mas, por outro lado, são essenciais e prementes para a sobrevivência do espírito, cristão ou não. Não é à toa, portanto, que estar em Cristo seja passar por ação e renovação diárias, por morte e ressurreição in continuum, por formações, deformações e transformações constantes, que são os movimentos do divino na alma humana, com o intuito de sua permanência nesse lugar - sustentado pela fé, esperança e amor - onde Ele mesmo está.
MF
quarta-feira, 2 de maio de 2012
O REMÉDIO PARA A ARROGÂNCIA
Hoje, sem saber o porquê, estava me sentindo orgulhoso e arrogante (como muita gente se sente, e com frequência muito maior do que a minha), até que descobri o que me faltava: ir ao banheiro...
MF
MF
quinta-feira, 29 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Para o público, interessado e acostumado com o espetáculo, a razão é o salto; para o atleta, acostumado aos treinos, só e disciplinado, é apenas consequência. Mudando-se a perspectiva, mudam-se as importâncias e as significâncias. No tempo agora, o primeiro apenas participa das emoções daquilo que lhe parece o fim; o segundo, prospectivamente, daquelas que lhe são os meios.
MF
MF
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
De que serve estar na luz, quando não se tem olhos? Sempre me ofereciam luz, mas nunca me deram olhos. Hoje, que os desenvolvi, vejo que eles não os têm.
MF
MF
sábado, 14 de janeiro de 2012
CASA GRANDE E SENZALA
Tudo parecia, finalmente, estar em ordem, pelo menos enquanto a luz estivesse acesa; apagasse, mesmo por um instante, e a surpresa seria enorme ao reacender. Há boatos de que, numa certa ocasião, quando voltou a energia, homens machões foram vistos de meia-calça, e outros muitos virtuosos com maços de dinheiro na cueca ou dentro de livros sagrados. Não me lembro da explicação exata que deram, mas a história chegou desse jeito aos dias de hoje: tudo não passava de mentiras, de fuxicos, de coisa do capeta.
De qualquer forma, a evolução lhes havia ensinado uma certa organização interna: havia um líder, com assistente e com assistente do assistente, porque é preciso ter alguém para seguir; capangas, para manter a ordem e o progresso; religiosos, para alimentar a transcendência, pois afinal de contas nem só de mandâncias vivem os homens; pensadores, para que se pudesse pensar o que ninguém tinha tempo e direito... Os jovens eram ensinados a casar e a ter filhos. Ah, sim, isso sim. Ter filhos era essencial para manter a estrutura: haver pessoas para trabalhar e servir era essencial. As mulheres estavam sob controle total: deveriam estar submissas aos homens, gerar filhos, cuidar da vida delas, receber respostas apenas dos seus maridos (só eles estavam certos) e, sobretudo, ficar caladas (algo sobrou disso em alguns pobres antros modernos). Tudo estava “organizado”. De vez em quando, uma confusão aqui, outra ali, mas logo os jagunços entravam em ação e reenquadravam todo mundo nas normas. Nada que uns bons pontapés, gravatas, socos e, por que não, alguma vítima fatal exemplar não pudessem resolver rapidamente, restabelecendo a paz e a tranquilidade na casa dos homens.
Mas isso não durou para sempre. Um dia, o filho do patrão resolveu ir à Senzala. Poucos gostaram da ideia. Que será que esse cara veio fazer aqui? Certamente, vem nos estorvar. Só faltava essa, agora! No mínimo, não tem o que fazer e aí quer nos perturbar! Que coisa chata! A versão oficial que rolou e que chegou até mim diz que ele apareceu por lá para “pôr ordem na casa”, porque bastava apagar as luzes e a sacanagem rolava solta, mas as más línguas dizem que ele foi mandado “na marra” para ver como se vivia mal nessa pocilga (gigante, mas não menos pocilga), e então começar a dar valor ao que tinha lá na Casa Grande. Não sei. Versões são versões, e como a gente segue a que melhor nos parece, fique o leitor com a sua.
O fato é que ele foi até lá. Ficou tempo suficiente para ver, ouvir, sentir o que se vivia. Comeu, bebeu, dormiu... Trabalhou como uma mula para melhorar aquela joça. Chorou, riu, suou a camisa pacas. Batia bom papo com pinguços, drogados, putas, traficantes, ladrões, políticos, e outras gentes desse naipe; ajudava os doentes, os marginalizados, os miseráveis e fedidos, e todo o tipo de gente feia, como ele mesmo assumia ser. Era amigo de crianças, de velhinhas e de baixinhos. Poderíamos resumir sua estada na Senzala numa só palavra: experimentou. Cabra forte! Aguentou gente irritante, traiçoeira, linguaruda, ingrata (e os piores eram os religiosos, cruz credo!), levou boas pancadas publicamente. Troço feio e vergonhoso. Não era à toa que, de vez em sempre, ele procurava um lugarzinho solitário para anotar tudo o que faziam com ele. E olha que muita coisa acabou sendo deixada de lado, porque eram superadas por outras maiores. Ia contar tudo para seu pai! Não, não era só para isso, não. Tinha mesmo a intenção de deixar “por escrito” o tipo de gente que tinha lá, para quem estivesse interessado. As gerações seguintes deveriam saber porque acabariam sendo eliminados. Que inferno era aquilo!? E tão próximo da Casa Grande! Que horror!
Não demorou muito para se encher e começar a dedurar as fachadas e arrumar confusão feia. Nos intestinos delgado e grosso, uniram-se os religiosos e os políticos e, daí, como a gente bem sabe, só poderia dar merda. Agora que a “coisa” está organizada, chega o filhinho do dono e quer receber os louros? Aqui, não! Que volte para a Casa Grande e regale-se por lá. Não se importou, o seu negócio era outro. Botou lá dentro uma luz mais forte da que já existia, capaz de penetrar as pessoas, dessas que estripam a alma de qualquer caboclo. Que nojento! Era possível vê-las naquilo em que se transformavam quando o breu se esparramava: ninguém era mais de ninguém e tudo era de todos. Como ele não estava ali por conta própria, fazia o que queria e não demorou muito para mandar alguns calarem a boca. Não se sabe ao certo se chegou a meter a mão na cara de alguém (haja paciência), mas pelo que reza a história, ele desceu foi o cabo de vassoura na cabeça de alguns que estavam transformando a propriedade de seu pai naquela sem-vergonhice.
Não deu outra: mataram-no.
MF
De qualquer forma, a evolução lhes havia ensinado uma certa organização interna: havia um líder, com assistente e com assistente do assistente, porque é preciso ter alguém para seguir; capangas, para manter a ordem e o progresso; religiosos, para alimentar a transcendência, pois afinal de contas nem só de mandâncias vivem os homens; pensadores, para que se pudesse pensar o que ninguém tinha tempo e direito... Os jovens eram ensinados a casar e a ter filhos. Ah, sim, isso sim. Ter filhos era essencial para manter a estrutura: haver pessoas para trabalhar e servir era essencial. As mulheres estavam sob controle total: deveriam estar submissas aos homens, gerar filhos, cuidar da vida delas, receber respostas apenas dos seus maridos (só eles estavam certos) e, sobretudo, ficar caladas (algo sobrou disso em alguns pobres antros modernos). Tudo estava “organizado”. De vez em quando, uma confusão aqui, outra ali, mas logo os jagunços entravam em ação e reenquadravam todo mundo nas normas. Nada que uns bons pontapés, gravatas, socos e, por que não, alguma vítima fatal exemplar não pudessem resolver rapidamente, restabelecendo a paz e a tranquilidade na casa dos homens.
Mas isso não durou para sempre. Um dia, o filho do patrão resolveu ir à Senzala. Poucos gostaram da ideia. Que será que esse cara veio fazer aqui? Certamente, vem nos estorvar. Só faltava essa, agora! No mínimo, não tem o que fazer e aí quer nos perturbar! Que coisa chata! A versão oficial que rolou e que chegou até mim diz que ele apareceu por lá para “pôr ordem na casa”, porque bastava apagar as luzes e a sacanagem rolava solta, mas as más línguas dizem que ele foi mandado “na marra” para ver como se vivia mal nessa pocilga (gigante, mas não menos pocilga), e então começar a dar valor ao que tinha lá na Casa Grande. Não sei. Versões são versões, e como a gente segue a que melhor nos parece, fique o leitor com a sua.
O fato é que ele foi até lá. Ficou tempo suficiente para ver, ouvir, sentir o que se vivia. Comeu, bebeu, dormiu... Trabalhou como uma mula para melhorar aquela joça. Chorou, riu, suou a camisa pacas. Batia bom papo com pinguços, drogados, putas, traficantes, ladrões, políticos, e outras gentes desse naipe; ajudava os doentes, os marginalizados, os miseráveis e fedidos, e todo o tipo de gente feia, como ele mesmo assumia ser. Era amigo de crianças, de velhinhas e de baixinhos. Poderíamos resumir sua estada na Senzala numa só palavra: experimentou. Cabra forte! Aguentou gente irritante, traiçoeira, linguaruda, ingrata (e os piores eram os religiosos, cruz credo!), levou boas pancadas publicamente. Troço feio e vergonhoso. Não era à toa que, de vez em sempre, ele procurava um lugarzinho solitário para anotar tudo o que faziam com ele. E olha que muita coisa acabou sendo deixada de lado, porque eram superadas por outras maiores. Ia contar tudo para seu pai! Não, não era só para isso, não. Tinha mesmo a intenção de deixar “por escrito” o tipo de gente que tinha lá, para quem estivesse interessado. As gerações seguintes deveriam saber porque acabariam sendo eliminados. Que inferno era aquilo!? E tão próximo da Casa Grande! Que horror!
Não demorou muito para se encher e começar a dedurar as fachadas e arrumar confusão feia. Nos intestinos delgado e grosso, uniram-se os religiosos e os políticos e, daí, como a gente bem sabe, só poderia dar merda. Agora que a “coisa” está organizada, chega o filhinho do dono e quer receber os louros? Aqui, não! Que volte para a Casa Grande e regale-se por lá. Não se importou, o seu negócio era outro. Botou lá dentro uma luz mais forte da que já existia, capaz de penetrar as pessoas, dessas que estripam a alma de qualquer caboclo. Que nojento! Era possível vê-las naquilo em que se transformavam quando o breu se esparramava: ninguém era mais de ninguém e tudo era de todos. Como ele não estava ali por conta própria, fazia o que queria e não demorou muito para mandar alguns calarem a boca. Não se sabe ao certo se chegou a meter a mão na cara de alguém (haja paciência), mas pelo que reza a história, ele desceu foi o cabo de vassoura na cabeça de alguns que estavam transformando a propriedade de seu pai naquela sem-vergonhice.
Não deu outra: mataram-no.
MF
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